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Papa aos fiéis: 'Imitar Deus, caminhar diante dos olhos do Pai'

Na missa celebrada na Casa Santa Marta nesta segunda-feira, 18, o Papa Francisco exortou os cristãos a não julgarem ou condenarem os outros. Partindo do Evangelho do dia, extraído do trecho de São Lucas (Lc 6,36-38), o Pontífice reforçou a necessidade de perdão para que a misericórdia de Deus seja imitada. Segundo Francisco, a misericórdia de Deus é capaz de perdoar até as ações mais graves. “Imitar Deus, caminhar diante dos olhos do Pai”, pediu.

 

“A misericórdia de Deus é algo tão grande, tão grande. Não nos esqueçamos disto. Quantas pessoas [dizem]: ‘Eu fiz coisas tão graves. Eu comprei meu lugar no inferno, não poderei voltar atrás’. Mas pense na misericórdia de Deus, não?”, indagou o Santo Padre.

 

O Papa deu continuidade recordando a história de uma pobre viúva que foi se confessar com o cura d’Ars, depois do marido ter se suicidado: “[A viúva] chorava. Disse: ‘Mas eu sou uma pecadora, coitada. Mas coitado do meu marido! Está no inferno! Ele se suicidou e o suicídio é um pecado mortal. Está no inferno’. E o cura d’Ars disse: ‘Mas espere senhora, porque da ponte até o rio existe a misericórdia de Deus’. Mas até o fim, até o fim, há a misericórdia de Deus”.

 

Para colocar-se no sulco da misericórdia, Francisco afirma que Jesus indica conselhos práticos, sendo um deles o de não julgar. De acordo com o Santo Padre, o julgamento é um péssimo costume do qual é preciso abstenção, sobretudo neste tempo de Quaresma.

 

“É um hábito que se infiltra na nossa vida sem que percebamos. Sempre! Até mesmo para começar uma conversa, não? ‘Mas você viu aquela pessoa o que fez?’. O julgamento sobre o outro. Pensemos quantas vezes por dia nós julgamos. Mas por favor! Parecemos todos juízes, não! Todos. Mas sempre para começar uma conversa, um comentário a respeito do outro, julgam: ‘Mas olha, fez uma plástica! Está pior do que antes’. O julgamento”, frisou o Papa.

 

O Pontífice sublinhou a necessidade da busca pelo perdão, ainda que seja difícil, e revelou que as ações individuais dão a medida a Deus de como também agir com a humanidade. Francisco convidou os fiéis a aprenderem a sabedoria da generosidade, e a caracterizou como via mestra para a renúncia de fofocas, julgamentos e da dificuldade do perdão.

 

Por fim, o Santo Padre incentivou os fiéis: “O Senhor nos ensina: ‘Dai’. ‘Dai e vos será dado’: sejam generosos em doar. Não tenham os bolsos fechados; sejam generosos em doar aos pobres, àqueles que precisam e dar também tantas coisas: dar conselhos, dar sorrisos às pessoas, sorrir. Sempre dar, dar. ‘Dai’. ‘Dai e vos será dado’: sejam generosos em doar. Não tenham os bolsos fechados; sejam generosos em doar aos pobres, àqueles que precisam e dar também tantas coisas: dar conselhos, dar sorrisos às pessoas, sorrir. Sempre dar, dar”.

 

“Dai e vos será dado. E vos será dado numa boa medida, calcada, sacudida, transbordante, porque o Senhor será generoso: nós somos um e Ele nos dará cem de tudo aquilo que nós damos. E esta é a atitude que blinda o não julgamento, o não condenar e o perdoar. A importância da esmola, mas não só a esmola material, mas também a esmola espiritual; dedicar tempo a quem precisa, visitar um doente, sorrir”, concluiu o Pontífice.

 
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