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Francisco pede oração pelo fim das hostilidades na Líbia

Na saudação após o Angelus deste domingo, 18, Francisco pediu um momento de oração em silêncio para o caso de 18 pescadores que estão detidos na Líbia há mais de um mês, em um impasse diplomático — foram acusados de pescar em águas territoriais e seguem detidos em Benghazi desde o dia 1º de setembro. Francisco também fez um apelo para que cessem as hostilidades na Líbia.

“Chegou a hora de parar todas as formas de hostilidade e encorajar o diálogo que levará à paz e estabilidade no país”, exaltou o Pontífice.

Mencionando a situação dos pescadores e sua proximidade também com seus familiares, o Papa pediu aos presentes na praça que orassem juntos pelos pescadores e pela Líbia, em silêncio.

“Rezo pelas diversas negociações que estão sendo realizadas em nível internacional, para que sejam relevantes para o futuro da Líbia. Irmãos e irmãs, chegou o momento de acabar com todas as formas de hostilidade, promovendo o diálogo que leva à paz, estabilidade e unidade no país. Rezemos juntos pelos pescadores e pela Líbia, em silêncio”, pediu o Sucessor de Pedro.

Fórum de diálogo político pela paz na Líbia

Desde que o cessar-fogo foi anunciado no final de agosto, a Líbia desfrutou de um período de relativa paz. O país está devastado pela guerra desde que o ex-presidente Muammar Gaddafi foi deposto e morto em 2011.

Desde então, várias facções lutam pelo controle do território em todo o país do Norte da África.

Agora, segundo um representante da ONU, o Fórum de Diálogo Político da Líbia (LPDF) será realizado na Tunísia no mês que vem.

A Representante Especial Adjunta do Secretário-Geral das Nações Unidas para Assuntos Políticos na Líbia, Stephanie Williams, anunciou a reunião durante uma visita à Rússia.

A reunião da Tunísia deve contar com a presença de representantes de todas as facções políticas da Líbia.

Além disso, recentemente, as autoridades na Líbia prenderam um conhecido contrabandista de pessoas, Abd Al-Rahman Al-Milad, conhecido localmente como Bija.

Nos últimos anos, o país ficou conhecido como um ponto dominante para migrantes que desejam chegar à Europa.

Os traficantes de pessoas geralmente conduzem famílias desesperadas para barcos de borracha frágeis que viram e naufragam ao longo da perigosa rota do Mediterrâneo central.

A ONU afirma que pelo menos 20 mil pessoas morreram nessas águas desde 2014.

 
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