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Bate-papo sobre Ansiedade e Depressão

Neste mês, o Pós-encontro do ECC – Encontro de Casais com Cristo, contou com a partilha da psicóloga Edneia Rosa. O tema foi “Ansiedade e Depressão”. Os encontros permanecem online, via Live no Facebook. No entanto, a palestra foi interativa, com Edneia respondendo as dúvidas enviadas pela comunidade.

A psicóloga deu início ao bate-papo lendo um trecho bíblico: 1Cor 13, 4 – 7

“A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante. Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”.

Linguagens do amor

Vivemos tempos desafiadores por conta da pandemia e do isolamento social. As famílias tiveram uma quebra na rotina que transformou toda a dinâmica familiar. Uma forma de lidar com essas mudanças e manter a harmonia é compreender justamente as linguagens do amor. Existem cinco delas.  1. Usar palavras de afirmação, incentivo. O outro escuta e se sente amado, querido. 2. Tempo de qualidade. Ter tempo para a pessoa amada. Edneia destaca que precisa ser um tempo de qualidade. É necessário olhar nos olhos, sentar de frente, interagir. 3. Toque físico. Existem pessoas mais sensíveis ao toque, que se sentem amadas quando abraçadas, por exemplo. 4. Presentes. Esta é uma linguagem que exige atenção, pois não se tratam de presentes materiais caros, de grande valor. O que atrai nesta linguagem são as coisas simples do cotidiano, como uma flor colhida no jardim e presenteada com amor. 5. Atos de serviço. Típico em casais que reclamam da falta de comprometimento do parceiro em tarefas do lar, por exemplo. 
Segundo Edneia, quando cientes das linguagens, compreendemos que o amor é para o outro. “É uma questão de reciprocidade, ou seja, eu faço, eu recebo. Essa troca é muito importante. Quando eu amo o outro na linguagem dele, incentivo o outro a me amar na minha linguagem, porque a relação é feita de duas pessoas”, explica a psicóloga. 

Ansiedade e Depressão

Na ansiedade nos preocupamos com um futuro que ainda não chegou, e a pandemia trouxe isso para as nossas casas. Já na depressão, são acontecimentos mal resolvidos do passado que nos assombram, ou mesmo certo vazio existencial. Por isso a importância de dialogar com o cônjuge. Quando começamos esse ciclo de nos preocupar demais com o passado ou com o futuro, acabamos nos perdendo no presente. “Quando estamos fora do presente é como se estivéssemos passando correntes em nós mesmos em um tempo que não é o agora”, destacou Edneia.

Sintomas

Ansiedade: coração acelerado, mãos suando, perder sensação de tempo, sudorese, tremores, dificuldade de dormir. De forma moderada, a ansiedade é importante, pois nos preparada para a ação. O “friozinho na barriga” é necessário. O transtorno acontece em ambientes que não necessitam disso, e ainda assim há existência dos pensamentos acelerados e outros sintomas típicos do transtorno de ansiedade. 
Depressão: oscilação de humor, falta de ânimo, motivação baixa, não ter vontade de sair, falar com as pessoas, tristeza. Lembrando que a tristeza é uma emoção básica e necessária. O problema é quando a tristeza permanece a longo prazo, de forma frequente.

Estratégias

Edneia sugeriu durante o Pós-encontro algumas estratégias simples para ajudar no controle da ansiedade e depressão:

1. Quando estamos preparados para a ação e nada acontece, acumulamos energia e isso não ajuda. Mover-se é uma boa estratégia para fugir da ansiedade. Pratique atividades físicas possíveis para sua realidade durante a pandemia. Faça exercícios sensoriais que te tirem do passado ou do futuro e te tragam para o presente. Utilize o tato, o olfato. Até mesmo a respiração profunda pode ajudar.

2. Esteja atento aos noticiários, mas não fique exposto para não se deixar abater pela negatividade.

3. Trabalhe a gratidão pelas pequenas coisas. Agradeça pelo ar que você respira, pelo pôr do sol. Isso também ajuda a desenvolver a espiritualidade. 

4. Se dê o direito de sentir. Você é um ser humano que sente raiva, medo. Se permita. Assim começamos um processo de resignificar suas próprias dores. 

5. Se essas dicas simples não ajudarem, pense em buscar ajuda profissional.

Sobre a palestrante

Edneia Rosa. Casada há 12 anos. Psicóloga há 5 anos. Atende jovens, adultos e casais. Autora do livro “Escolhi viver”. Idealizadora do Projeto Moradas das Emoções.

Dicas de leitura

As 5 Linguagens do Amor, do autor Gary Chapman.
Escolhi viver, da autora Edneia Rosa. O livro pode ser adquirido no Santuário Nossa Senhora do Equilíbrio.

Por Graciele Muraro | Pascom | Paróquia São Braz


 
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