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Papa exorta cristãos a serem construtores da paz

O Santo Padre concluiu suas atividades na manhã desta sexta-feira, 23, recebendo na Sala Clementina cerca de 200 membros da Fundação “Giorgio La Pira”, reunidos em Roma. Em discurso aos participantes do encontro sobre Giorgio, que dá nome à Fundação e é Venerável Servo de Deus, o Papa expressou seu desejo de que a reunião em Roma contribua para um maior compromisso com o desenvolvimento integral humano.

 

“Exorto-os, portanto, a dar valor às virtudes humanas e cristãs, que fazem parte do patrimônio ideal e espiritual do Venerável Giorgio La Pira. Assim, vocês poderão ser construtores da paz, arquitetos da justiça, testemunhas da solidariedade e da caridade, como também fermento dos valores evangélicos na sociedade, especialmente na esfera da cultura e da política”, comentou o Pontífice.

 

Giorgio, nasceu em Pozzallo, na Sicília, em 9 de janeiro de 1904 e faleceu em 5 de novembro de 1977. Foi um ativista católico e político italiano. Além da sua atividade profissional, participou do Movimento da Ação Católica. Em 1925 tornou-se membro da Ordem Terceira de São Domingos e, em 1928, membro do Instituto Secular dos Missionários da Realeza de Cristo e dirigente das Conferências de São Vicente Paulo.

 

Falando sobre a figura do estadista italiano, no âmbito do atual momento complexo da vida política italiana e internacional, Francisco disse que a Igreja precisa de fiéis leigos engajados na vida eclesial a serviço do bem comum. “É importante descobrir em Giorgio La Pira, uma figura exemplar para a Igreja e para o mundo moderno. Ele foi uma testemunha entusiasta do Evangelho e um profeta dos nossos tempos. A sua atitude e ação sempre foram inspiradas na perspectiva cristã”, sublinhou.

 

As atividades de Giorgio como professor universitário, sobretudo em Florença, Sena e Pisa, foram segundo o Santo Padre, multiformes: fundou várias obras de caridade, como a “Missa dos Pobres”. Como supervisor da revista “Princípios”, fez diversas críticas sobre o fascismo. Sendo perseguido pela polícia do então regime, foi obrigado a refugiar-se no Vaticano, na residência do então Substituto de Estado, o arcebispo Giovanni Battista Montini, futuro Papa Paulo VI.

 

De acordo com Francisco, o Venerável Servo de Deus contribuiu para a elaboração da Constituição Italiana, mas a sua missão, a serviço do bem comum, teve seu ápice como Prefeito de Florença, nos anos cinquenta, quando assumiu uma linha política aberta às necessidades do catolicismo social, dos últimos e das camadas mais frágeis da população.

 

O Pontífice ponderou: “Ele se comprometeu também com um grande programa para a promoção da paz social e internacional, promovendo conferências ‘pela a paz e a civilização cristã’, fazendo apelos vibrantes contra a guerra nuclear. Pela mesma razão, ele fez uma viagem histórica a Moscou, como político-diplomático, chegando a convocar, em 1965, em Florença, um Simpósio pela paz no Vietnã”.

 

Por isso, o Santo Padre encorajou os presentes a manter vivo e difundir o patrimônio da ação eclesial e social do Venerável Giorgio La Pira, sobretudo, seu testemunho de fé e amor pelos pobres e marginalizados, seu trabalho pela paz e atuação da mensagem social da Igreja católica. “O seu exemplo é precioso, especialmente para os que trabalham no setor público, chamados a serem vigilantes sobre as situações negativas que, São João Paulo II chamava ‘estruturas de pecado’: situações que atuavam na direção contrária à realização do bem comum e ao respeito da dignidade da pessoa”, afirmou o Papa.

 

“De fato, o Venerável Giorgio La Pira dizia: ‘A política é um compromisso de humanidade e santidade’ e, portanto, um caminho exigente de serviço e responsabilidade aos fiéis leigos, chamados à animação cristã das realidades temporais”, concluiu Francisco.

 
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